O capitalismo, até então, era conhecido por ser um sistema econômico, político e social onde a produção é, basicamente privada, e, portanto, comercializada num mercado de transações monetárias e, principalmente, onde trabalho e capital são analisados e tratados separadamente e, portanto, de formas diferentes. O Estado atua neste sistema apenas como um apoiador do mercado livre, sem desempenhar um papel fundamental para o desenvolvimento da economia.
Porém, a crise financeira atual, a mais grave dos últimos tempos, obrigou que os Estados interviessem nessas economias capitalizadas. Assim, a lógica mostrou-se diferente da teoria, pois para recuperar grandes financiadoras e bancos, além de empresas multinacionais, os Estados precisaram lançar pacotes de investimentos envolvendo muito dinheiro público, para que os principais atores do capitalismo não deixassem de existir. O mercado, com isso, mostrou-se não tão livre e independente assim.
Aqui, conversei com dois professores da Unisinos para compreender qual a lógica, a profundidade e as consequências dessa crise, que na Europa e nos Estados Unidos apresenta-se de forma avassaladora e já reduziu mais de 750 mil empregos no Brasil. André Filipi, coordenador do curso de Ciências Econômicas da Unisinos, fala sobre como a crise está se desenvolvendo, como ela atinge o Brasil e como podemos analisá-la a partir de teóricos da economia que, de certa forma, previam catástrofes financeiras a partir da forma como o capitalismo estava sendo trabalhado.
LINK DO PRIMEIRO ÁUDIO
http://www.youtube.com/watch?v=o1d4xdOoas8
Já o professor de Psicologia do Trabalho, também da Unisinos, Nelson Rivero, reflete sobre as consequências psicológicas que o aumento do desemprego pode causar nos trabalhadores, principalmente naqueles que são altamente profissionalizados e com mais de 40 anos – os que mais estão sendo demitidos pelas empresas que estão sofrendo redução de produção e lucros com a crise.
LINK DO SEGUNDO ÁUDIO
http://www.youtube.com/watch?v=CI3iCuBeuqI
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